12/05/2009

Você nunca vai saber...


[Ouvindo: Cruisin, Smokey Robinson... do filme Duets]

Acho que vou me arrepender de escrever isso, Primeiro por que estou trabalhando e muito ocupada. Não devia estar com essa página da net aberta.Vai me atrapalhar.

Segundo por que pode ser que mais pra frente me arrependa mesmo de ter escrito o que estou sentindo e desta forma.

Mas se estou sentindo, estou e pronto. Sei que sou bastante intensa nos meus sentimentos... às vezes uma coisa muito pequena toma uma proporção gigantesca dentro de mim.

Mas não importa. Esse é o meu blog, escrevo o que quiser.


Essa noite tive um sonho que me deixou estranha. Sonhei com duas pessoas que fizeram parte da minha vida... uma mais antigamente, outra mais recentemente.


O que move meus dedos por este teclado é sobre a pessoa de mais recentemente.


No dia a dia, a lembrança vai sendo enevoada pela rotina. Mas no momento que você entra em contato novamente, seja por qual meio for, a lembrança volta e te faz repensar em várias coisas.


Eu não sei se um dia terei a oportunidade de falar sobre esses sentimentos pra ele. Primeiro por que poderá ser tarde demais. Segundo, por que ele não é lá muito dado às coisas do coração. Mas então decidi que vou falar aqui mesmo.


Você foi alguém por quem eu me apaixonei. Não sei por que. Você não é extamente o tipo de cara que eu queria pra mim. A gente não combina muito, não tem muitas afinidades, não concorda com quase nada. Mas mesmo assim eu gostei de você e gostei do que você me fez sentir.

Amava nossa química, nossa física... amava seu cheiro, seu abraço de braços fortes, o toque da sua mão. Você não sabia olhar direito, não sei se por timidez. Ou por que você usava lentes rsrsrs... ou falta de amor mesmo. ... disso eu sentia falta. Mas enfim, você me fazia feliz mesmo assim.

Foram os meses mais felizes da minha vida. Sério.

Eu me sentia muito independente ao seu lado. Você era independente e estando com você parecia que você compartilhava essa liberdade comigo e era assim que eu me sentia.

Eu gostava de todos os programas que a gente fazia. Amava os lugares que você me levava.

Simplesmente amava o fato de você morar sozinho e não termos que dar satisfação pra ninguém.

Eu amava seu jeito de falar, de dar risada, de falar coisas engraçadas sem querer.

Eu amava o seu apartamento, vazio, sem sofá, sem mesa, apenas com a tábua de passar no centro da sala. Sentia vontade de poder passar as suas camisas, todas, com o maior capricho. Mas nunca manifestei essa minha vontade ameliana por que você com certeza acharia que eu estava querendo casar. E pior que estava mesmo.

Eu odiava quando minha mãe ligava e eu tinha que ir embora. Eu não queria ir embora, foda-se que já era 6 da manhã. Eu queria ficar ali com você, pra sempre, sentindo todas aquelas sensações que eu só senti com você.

Não sei, mas tudo isso faz muita falta e quando eu lembro, ainda dói.

Eu queria você e tudo o que fazia parte do nosso mundo de volta.

Eu queria todas aquelas sensações de volta. Vivi cada uma delas intensamente, com todo meu espírito, mente, corpo e coração.

Eu teria continuado, sem sombra de dúvida. Mesmo sabendo que nem só dessas sensações vive um casal. Mas eu precisava tentar.

Eu tinha planos pra gente, sabe... faltou a gente fazer tanta coisa!



Mas acabou.



Agora o que restam são lembranças e conversas vagas no msn. Acho que você nunca vai saber o quanto eu gostei de você, o quanto você significou pra mim e o quanto eu ainda tenho carinho por você. Ainda tenho um baldinho de raiva proveniente de orgulho feminino ferido, mas só.

Pode ser que daqui um tempo eu leia isso e ache uma verdadeira baboseira. Sei que vou achar.

Mas não importa. Escrevi o que há dois meses estou tentando organizar em palavras.

Estou mais feliz agora.

"Take it... take another little piece of my heart now, baby."
(Janis Joplin)




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