
São 2: 12h da madrugada. E eu não consigo dormir.Estou bastante ansiosa, a mente cansada, porém ainda a mil.
Tantas coisas passam pela minha cabeça... a prova de hoje, a prova de sexta; os trabalhos que ainda precisam ser começados, meu relatório de IC, os e-mails que preciso mandar para as meninas, avisando-as que devem começar alguma coisa e ser xingada por isso; os treinos parados e o exame que não será realizado, mais uma vez e mais uma vez não vou trocar de faixa e mais uma vez não sinto mais vontade de ir treinar e mais uma vez sinto um peso imenso sabendo que devo ir treinar, mas não estou a fim.
Também fico pensando na minha vida emocional e estou tentando discernir o que é de fato, mais vantajoso: o hoje ou o ontem. De fato não sei. Ambos têm pontos falhos e pontos positivos. Cada um supre (ou supria) uma parte fundamental do meu ser... porem deixa (ou deixava) a desejar em outra. Os dois estão incompletos na plenitude de cada um.Não há com o que comparar.
São o que são. Por que estou neste dilema infundado?
Acredito que o hoje têm muito mais chances de ser melhorado, para amanhã, quem sabe, estar do jeito que gostaria que fosse... seu eu deixar que isso aconteça. Eu tenho pressa, sede, fome, instinto. Quero agora, já, pra ontem.Mas sei da nossa incapacidade e impotência perante as coisas da vida; por isso, evitarei expectativas exageradas para não ter frustações lá na frente.
O ontem, esse danado, fica atravessando minha mente com lembranças que eu não posso conter. Mas não posso mudá-lo e viver de passado é adoecer.
Não sei por que ainda esse ontem está por aqui. O que precisa acontecer para ele virar pó?
Ah, que difícil... alías, que maneira difícil de viver. Querer entender as coisas é complicá-las. Mas é inevitável.
Preciso voltar pras minhas sessões psicoterapêuticas, Me faziam tão bem. Mas será que a minha querida psico me entenderia? Só sei que precisava desabafar este assunto que está aqui, preso e quem nem estas pobres linhas abstratas conseguem retratar. E jamais retratarão.
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