27/09/2009

Assim, assim


Olá. Quem é vivo sempre aparece, não? Pois é. Muita coisa na cabeça e pouca vontade e inspiração para tranformar em palavras.

Esse mês foi e ainda está, me parecendo aquele último grande respiro antes do mergulho. Foi corrido, foi puxado, mas nada comparado ao que está por vir.

Só essa semana, tenho três provas: de Fisiopatologia, teórica no Detran (finalmente!) e meu exame de faixa (finalmente duas vezes!). Engraçado pensar que as coisas estão se resolvendo. O assunto da auto-escola que me deu tanta preocupação e nervoso; o exame que toda vez que parecia que estava chegando perto, eu "morria na praia": não treinava, arrumava algum problema.

Ando meio chatinha, meio isolada, sem muita vontade de conversar. Aliás, vontade eu tenho, muito mais uma necessidade. Mas não há ninguém para ouvir e muito menos para tentar entender. Aquelas velhas angústias, sabe?

Fui à psico quinta-feira. Foi bom e ao mesmo tempo não foi. Foi ruim entrar em contato de novo com o que está me fazendo sofrer. Me fez pensar mais ainda, tive crises de choro, que não conseguia parar de soluçar. Repensar as perdas e os ganhos. Tentar entender o que ando fazendo comigo mesma... uma verdadeira carrasca.

De resto, vivendo, correndo, estudando muito, comendo demais e me exercitando de menos.
Ansiosa por conta da faculdade, possibilidades de estágios para o ano que vem, muitas dúvidas, afinal estou tendo que planejar meu ano de 2010 meio que às escuras. A possibilidade de ficar sem dinheiro me assusta e me tira o sono. E quanto mais ansiosa eu fico, mais me dá fome, mais eu como e mais isso me chateia, pois sei que não é assim que vou resolver as coisas. Não consegui emagrecer, mas também estou fazendo uma força absurda para não engordar mais e me sentir a pior das criaturas.

Me sinto muito sozinha, mas muito mesmo. E quanto mais me sinto sozinha, mais tenho vontade de ficar só. Tenho ficado com raiva das pessoas por pouca coisa, me magoado com as atitudes dos outros e vou me afastando. Isso é muito ruim.

Faz muito tempo que não fico feliz , de fato. Muito tempo que não recebo um abraço de verdade. Um beijo apaixonado e aquele aperto de mão, no estilo "conte comigo". Fazia tempo que eu não percebia o quanto isso faz falta pra mim.


Enfim, e assim vamos vivendo, até que os ventos troquem a direção.

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