
Então... cheguei do encontro.Ah, meu coração tá apertado, minha mente fazendo ligações inconscientes entre os meus sentimentos e o perfume que ele me deu de presente, exalando do pouquinho que coloquei nos meus pulsos.
Foi legal... fomos ver "A Era do Gelo 3", na sala 3D.Me deu um pouco de dor de cabeça, mas foi legal... fomos ao AppleBees´s, comemos muito... demos risada, conversamos. Não sobre nós, mas sobre a vida em geral. Não somos do tipo de conversar muito profundamente sobre a vida e o sexo dos anjos, mas eu gosto de conversar com ele.Nem uma palava sobre a gente, isso me incomodou. No cinema, ele veio me beijar. Ia resistir, mas não deu.Meu Deus, nosso beijo sempre foi o melhor de todos.
E durante o filme, fiquei agarrada na mão dele, como se ali estivesse a cura de todos os males.O fato dele estar ali, ao meu lado, ele, seu porte e presença, varreu minha mente e não pensei em mais absolutamente nada. Só no momento, só em nós e no que era.Senti saudades, muitas e desejei poder ter estado sempre ali.
Mas ao mesmo tempo, aquela velha sensação de que talvez, ele não estivesse sentindo nada daquilo (e com certeza, não estava... isso é muito amandíneo pra cabeça dele) e não soubesse exatamente o que queria... so me dar uns beijos no escurinho do cinema? Pode ser que sim, pode ser que não. Ainda a conversa de querer ir morar, estudar fora do país. Eu nem sabia o que dizer e sei que ele percebeu minha preocupação repentina.
Antes de sair do carro, na despedida que quase não aconteceu, pq eu já não queria sair daquele carro, eu cheguei perto e senti o cheiro da blusa dele. Não era de perfume, era do cheiro da pessoa, da casa e das nossas noites inesquecíveis. Tomada por uma emoção muito forte, eu sussurei no ouvido dele "sinto sua falta". Ele me olhou e me beijou ainda mais, nunca fora bom com as palavras. Se é que sentiu vontade de dizer alguma. Quem sabe eu estivesse esperando um "eu também" antes do beijo conseguinte.Por acaso, estava e saí do carro com uma sensação estranha. Sabe ter na mão e não ser seu? E na verdade, por que é que teria que ser meu? Nós humanos estamos muito mal acostumados com a posse. Tudo queremos. Mas o pior é que eu o quero mesmo. Engraçado que lá no fundo da cabeça acende uma luz: cuidado: vc poderá sofrer ainda mais... ele não vai mudar!", mas outra, no meio do coração, resplandece com o reflexo do desejo de tê-lo de volta, como meu namorado, lindo, fofo, gostoso, calado...do jeito que é... imperfeito também.
Mas... parece tão distante. Nós dois parecemos tão distantes, seres absolutamente diferentes interligados por uma força estranha, um afeto, um desejo, um amor. Poderia dizer que o amo, mas não seriam palavras muito prudentes. Quem sabe não seja tudo isso mesmo.Quem sabe as circunstâncias me façam amá-lo. Ou quem sabe não. Quem sabe o brilho no olhar ao falar dele, a saudade, essa vontade arrebatadora de tê-lo por perto, o fato de o que eu senti por ele naquele mês de dezembro ainda seja na mesma qualidade e intensidade em julho. Sinto muito a falta dele, queria muito tê-lo de volta, mas isso não depende de mim.
"Eu não sei muito bem o que quero, mas de uma coisa eu tenho certeza: te quero de volta."
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