
Eu estava esperando por um momento a sós com o computador, para poder organizar melhor minhas idéias aqui no blog. Estou precisando muito escrever, numa tentativa de aplacar essa agonia que estou sentindo.
Aquele assunto ainda paira e pesa sobre meus ombros. Estou tomando para mim, como sempre, a culpa do mundo. Não consigo deixar de lado a porção vítima que habita em mim, ainda mais numa situação como a que estou passando.
Não importa para quem eu conte minha história: ninguém entenderá minha aflição. Nínguém entenderá por que, de repente, eu mudo minha expressão, tornando-a como alguém que guarda para si um grande pesar. Da minha história de vida amorosa, tiro experiência boas de grandes tonéis de experiências muito ruins e não ao contrário. Parece que estou fadada ao erro, ao engano, à burrice e à ingenuidade. Me sinto imatura, uma garotinha que ainda não aprendeu nada da vida, que ainda não viveu de verdade e parou no "quase".Quase deu certo. Quase fui feliz. E é isso que as pessoas não entendem. Sinto que sou, cada vez que tento fazer "dar certo", derrotada por forças que não sei explicar de onde vêm. Não sei o que faz as pessoas deixarem de gostar de mim, ou de se encantar comigo. Não sei de que maneira posso estar desapontado-as, uma vez que, em cada relacionamento, tento ser eu mesma, sempre, e fazer o meu melhor.
Sou uma anta, emocionalmente falando. Não sei o que está errado. E também tenho raiva de mim por sempre querer estar "tentando". De todos os que passaram e que se foram, quem eu realmente amei? Por quem eu fui realmente apaixonada? Por quem eu teria realmente virado mundos e fundos para estar junto? Ninguém. Minto. Amei um deles a ponto de quase arruinar minha vida, o que não sei se é amor; e para um outro, cheguei a entrar com metade de meu corpo dentro desse mar, ainda desconhecido por mim, chamado amor. Pela grande maioria, senti uma paixão momentânea, e por outros, incluindo o último, apenas uma resignação de que "poxa, olha como ele é legal! Parece que vai dar um ótimo namorado!"
Talvez seja isso que não fez dar certo. Ou não: parece que há alguma outra coisa que não deixa dar certo.Por que algumas mulheres, burras como eu, querem a todo custo, fazer laranjada de uma dúzia de limões, daqueles beeeeeeeeeeeeem azedos.
E como eu ainda estou com um aperto terrível no estômago pensando no que aconteceu... nas consequências desse meu novo ato impensado no meu treinamento, no meu relacionamento com o ambiente que preciso conviver.
De novo, por burrice e ingenuidade minha, estou passando pela sensação pavorosa de saber que há pessoas cientes das minhas fraquezas. Tomadas pelo sentimento de pena, ou deboche, talvez.
Que ódio de mim, que ódio dessas pessoas fracas que aparecem na minha vida, apenas para fazer festa, satisfazer o próprio ego e partir.Que ódio de mim por não enxergar ou por não querer enxergar tudo isso.Aí, só resta o "Bem feito, o que foi que eu falei?", o óleo de peroba e essa força estranha, que me faz seguir em frente, mesmo em meio a tanta adversidade.
"Você diz não saber o que houve de errado e meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria". (Legião... pq esse cara sabia das coisas).
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