
Infelizmente, rompo o silêncio escrito com um post triste. Houve tantas oportunidades desde fevereiro para eu retratar momentos felizes, conquistas, alegrias.Mas como para muitas pessoas, eu inclusive, a tristeza parece ser mais convidativa à reflexão.
Não quero cair no vitimismo, mas ás vezes parace inevitável. Minha vida está sempre repetindo certas cenas, eu frequentemente revivo sensações que sempre somam um gostinho mais amargo que da anterior. Talvez nem mais amargo, apenas diferente, e embora conhecido, sofrido.
Como é namorar e não amar? Como alguém no mundo se submete a isso, se acostuma a isso e adota isso como modo de vida?
O que é isso, senão o medo da solidão, insegurança, comodismo, falta de auto-estima, etc etc etc?
Estou me sentindo mal. Por mim, mesma, claro. Desde domingo já experimentei uma centena de sensações diferentes, passando da euforia à depressão, da auto-vangloriação à auto-depreciação.
Já dei graças a Deus de ter me livrado de um peso e já senti falta desse peso.
Ontem que começou a cair a ficha. Na minha cabeça passou um filme da minha trajetória sentimental: um lixo. Eu só me ferrei... de preopósito, sem propósito. Gostando ou não, amando ou não, eu relembrei as diversas situações que me senti rejeitada, desvalorizada, descartada, abandonada, destratada.... não sei se estou exagerando, mas todos esses "adas" ficaram registrados como momentos de intensa dor e desconforto. Tive até dificuldade de lembrar de alguns, mas com um certo esforço, consegui. Fui dormir ontem pensando nisso e acordei hoje com o pé esquerdo: briguei com minha mãe, tadinha.... me estressei, fui trabalhar mega mal... passei a manhã com vontade de chorar, engolindo choro, secando lágrimas do cantinho dos olhos.
Ante de chegar na escola, passei em frente á Igreja, angustiadíssima e não resisti. Entrei, sentei, cobri o rosto e chorei. Chorei muito, e parece que aquele choro me acalmou. E quem foi que disse que chorar não adianta nada? Acho que se não tiver choro, não cicatriza. Não posso passar por cima disso como um trator.Senão, não sara.
Chorei por mim, por ser tão (tão o quê, hein? sem sorte? ). Chorei por ele, por estar perdendo um pessoa que apesar de eu não amar, confesso, nem sentir borboletas no estômago, confesso também, de alguma maneira eu quis chamar de namorado, convivi como namorado e apesar de tudo, foi bom.... ele é uma pessoa de bom coração, tenho certeza. Chorei por não poder ver mais a mãe e o pai dele.... chorei por não poder mais ver a Cindy, tão linda. Chorei uma perda real, e preciso elaborar esse luto dentro de mim.
Não sei ser indiferente, prefiro odiar a ser indiferente aos meus sentimentos, principalmente.... aos outros... e principalmente a alguém que eu chamei de namorado durante 6 meses.
Ah, tenho raiva também. Raiva dele, por não ter me amado, nem da primeira, nem da segunda vez. Por ter mentido quando dizia te amo. Por ter sido indiferente a mim muitas vezes. Por não ter sido a pessoa, nem o namorado que eu esperava. Por não ter tirado a minha lembrança do outro, que ainda assombra meu coração.Raiva por ter agido de forma a acabarmos finalizando um relacionamento de uma maneira absolutamente inimaginável. E assim, no pá-pum, cabou.
Raiva de mim. por não ter sido boa o bastante para ser amada. Por não ter amado o quento eu sei que poderia. Por não ter esquecido o outro, por pensar no outro. Por pensar em outros. Por ter me dedicado a alguém tão vulnerável emocionalmente, tão infantil e frágil. Raiva por não ter seguido minha intuição, lá no começo, onde deixei até registrado em um post no começo do ano.
I definitely hate myself more than anybody!!! Eu sabia que não ia dar certo, que quando as pessoas me perguntava, como estava o namoro eu sempre dizia: está indo tudo bem, graças a Deus, por que , aparentemente, estava, mas estava indo tão tudo bem por que não havia emoção, talvez isso que tenha feito durar. Eu me mantinha no controle, ele também, ninguém estava morrendo de amores, loucamente, cegamente apaixonado e aí levamos nossas vidas juntos até que a ficha caiu e ambos resolvem falar de seus sentimentos e aí, pronto, acaba.
E o que a gente faz com a saudade do que era confortável? Seguro? Conhecido?
Como encarar uma coisa nova agora, se é que virá coisas novas.... por que desde que me conheço, repito a mesma história: Estilo Malhação, mas eu sou a protagonista oficial, só mudam meus pares.... tipo uma "Highlander do amor" (afeeeeeeeee que coisa horrivel, dá música sertaneja hoje em dia)
Enfim, é assim que escrevo nessa noite gelada de junho.
É assim que estou me sentindo.... como sempre, meio vazia, meio quebrada, meio derrotada.
Que bom que é só "meia".... ainda restam metades completas, inteiras e vencedoras.
"I´M LEAVING YOU FOR THE LAST TIME, BABY.... YOU THINK YOU´RE LOVING, BUT YOU DON´T LOVE ME.
I´VE BEEN CONFUSED FOR A LONG TIME, BABY... YOU THINK YOU´RE LOVING BUT I WANT TO BE FREE, BABY YOU´VE HURT ME....
(DUFFY)
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